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Depois de uma semana repleta de dança em Guimarães, é importante lembrar que o GUIdance vai a meio e reserva ainda uma mão cheia de espetáculos. A segunda semana da 5ª edição do Festival Internacional de Dança Contemporânea em Guimarães, arranca esta quinta-feira, dia 12, às 22h00, na Black Box da Plataforma das Artes com mais uma estreia absoluta, “432 Hz”, deFilipa Peraltinha. O título deste espetáculo fala de uma frequência considerada perfeita que nos conecta ao todo e a nós próprios de forma harmoniosa, pacífica, empática e intuitiva. Segundo a criadora, “432 Hz” surge como uma inspiração e torna-se uma metáfora para o desenvolver da estrutura da peça ao longo do processo criativo. O tema é a Empatia. Procurar arrancá-la dos nossos códigos. Um caminho quase inexequível. Fingir um reinício para voltar a dar-lhe vontade. Ver ao que nos sabe. Olhar possibilidades e saber nos outros, o reflexo de nós mesmos e de tudo.”.

 

Na sexta-feira, também às 22h00, é a vez do Centro Cultural Vila Flor abrir as portas do seu Pequeno Auditório para receber dois solos na mesma noite: “bear me”, de Cristina Planas Leitão, um solo desdobrado em vários, em constante desenvolvimento que explora a relação entre eu e tu; entre performer e público; entre Homem e sociedade; e“Um Triste Ensaio Sobre a Beleza”, de Mara Andrade, uma peça que inspira nainevitável hétero e auto-observação de processos individuais de marasmo, melancolia ou desaparecimento que motivou a criação.

 

No último dia do GUIdance 2015, este sábado, o festival desdobra-se entre a Plataforma das Artes e o Centro Cultural Vila Flor. À tarde, às 18h00, a Black Box da Plataforma das Artes recebe no seu palco a estreia absoluta de “Projeto Continuado (2015)”, de João dos Santos Martins.

 

Em 2011, João dos Santos Martins teve a oportunidade de participar, em contexto pedagógico, na reinterpretação da peça “Continuous Project – Altered Daily (1970)” de Yvonne Rainer, a partir de arquivos e testemunhos de artistas. Nesse momento, surgiram tensões de trabalho que viriam a materializar-se na peça em si: um processo de trabalho transformado em experiência estética que reivindicava o labor coreográfico enquanto produto artístico. Neste projeto, João dos Santos Martins dá continuidade a esta ideia de coreografia enquanto tecnologia que verifica, ativa e transforma relações entre indivíduos. Recorrendo a objetos da história da dança, aos seus contextos e ideologias, o jovem criador procura rever e operar sobre a forma como a coreografia e a dança estabelecem padrões ideológicos que fixam ou colocam em questão os regimes éticos e estéticos estabelecidos.

 

À noite, às 22h00, Tânia Carvalho encerra a 5ª edição do GUIdance com a estreia nacional da sua mais recente criação, “A Tecedura do Caos”. Neste espetáculo, Tânia Carvalho mergulha no olho da tempestade para dar corpo ao que é mais importante, o lado emocional da obra de Homero. O corpo da Odisseia de Homero é o de um percurso infinito de regresso que conduz a um reencontro. Toda a sensação de tenacidade e de persistência inexorável inerente às personagens irá trespassar os movimentos concretos dos bailarinos, quando se deixam cair no chão para logo se levantarem, quando se retraem apenas para ressurgirem de novo, incessantemente – insistentes, incansáveis, implacáveis. A possessão que se apodera dos corpos aumenta até ao limite do tumulto e da loucura, até que se dissolve de novo e cede. É pura reciprocidade da eclosão e do apaziguamento.

 

No dia anterior à estreia d’ “A Tecedura do Caos”, sexta-feira 13, Tânia Carvalho orientará uma masterclasse para alunos de dança onde trabalhará com os alunos o seu repertório, juntamente com a “explicação” do porquê ter chegado aos seus caraterísticos movimentos. Ensinará ainda algumas das sequências de movimento que integram a peça, orientando os alunos no sentido de os executarem de acordo com o que tinha em mente na altura em que os criou. A data limite de inscrição nesta masterclasse termina no próximo dia 11. A frequência na masterclasse tem um preço de inscrição de 5,00 euros com direito a bilhete para o espetáculo “A Tecedura do Caos”. As inscrições podem ser efetuadas através do site www.ccvf.pt.

 

O GUIdance 2015 também é espaço de antevisão. Neste contexto, a Útero propõe-nos uma zona de pesquisa que antevê os ensaios da peça “Pântano”. O objetivo é ligar esta parte do trabalho ao público através da apresentação deste lugar, valorizando ao mesmo tempo o processo criativo no caminho desenvolvido por um criador e fazendo desse processo uma natural antevisão da criação em questão. Intitulada “12 Mandamentos”, esta apresentação da Útero tem estreia absoluta no âmbito do GUIdance na quinta e sexta-feira, dias 12 e 13 de fevereiro, às 19h00, no CAAA – Centro para os Assuntos da Arte e da Arquitetura, e conta com a presença do músico Carlos Zíngaro e do bailarino Romeu Runa.

 

Os bilhetes para o GUIdance 2015 encontram-se à venda na bilheteira do Centro Cultural Vila Flor e da Plataforma das Artes e da Criatividade, Lojas Fnac, El Corte Inglés, Worten, entidades aderentes da Bilheteira Online, e via online em www.ccvf.pt e oficina.bilheteiraonline.pt.

 

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