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Este sábado, 13 de dezembro, Guimarães comemora a distinção do seu Centro Histórico como Património Mundial pela UNESCO, e tem sido este o dia escolhido para o lançamento da revistaVeduta, marcando o aniversário em que a cidade se distinguiu internacionalmente pelo seu valor patrimonial. A Oficina celebra assim a efeméride, lançando o nº 8 desta revista e convidando todos a celebrar na sua Loja na Rua Rainha D. Maria II, 126, a partir das 17h00.

 

Sendo Guimarães uma cidade rica em património material e imaterial, tem como meio privilegiado de o divulgar a Veduta, fonte de conhecimento e de pesquisa que reflete a construção e compreensão das memórias e dá substância às novas produções, no sentido de preparar as gerações futuras para um olhar mais atento e crítico daquilo que diz respeito à sua cidade em termos patrimoniais.

 

A Veduta resulta ser, então, uma revista de difusão de pesquisas, projetos e ideias sobre o Património Cultural, que, desde há oito anos, tem tornado possível reunir os pensamentos singulares de colaboradores em diversas áreas neste melting pot do património, publicando-os anualmente, de modo a tornar visível aquilo que podia ficar na esfera dos especialistas, alargando a ideia de que o património pertence a todos.

 

A linha editorial da Veduta é diferente a cada ano que passa, pois diferentes são as pessoas que a constroem. Nesta edição, começamos com uma vista fotográfica de André Cepeda sobre o Bairro de S. Victor, no Porto, um dos aglomerados habitacionais criados pelo Serviço de Apoio Ambulatório Local, no rescaldo da Revolução de Abril de 1974. Através do olhar de um dos mais acutilantes fotógrafos portugueses da atualidade, é-nos mostrada, em proximidade, um espaço que ainda hoje é vivido para além da utopia. As imagens fazem parte da exposição “O Processo Saal: Arquitetura e Participação, 1974-1976”, patente no Museu de Arte Contemporânea de Serralves, no Porto, até fevereiro de 2015.

 

Graças ao trabalho de pesquisa documental, realizado por António José de Oliveira, conseguimos aprofundar o conhecimento que até hoje possuíamos sobre a indústria dos curtumes em Guimarães, contribuindo e enriquecendo a investigação já efetuada na década de 40 do século passado, por António Lopes de Carvalho, notável etnógrafo vimaranense. E o património que escolhemos preservar hoje, pode ser o mesmo património das novas gerações? A esta questão, Catarina Valença Gonçalves diz-nos que sim e quer «Miúdos no património, já!». Um manifesto apresentado pela historiadora que, atenta às realidades de outros países, chama-nos a atenção para a necessidade de um trabalho concertado na chamada educação patrimonial, um conceito que já começa a ter efeitos práticos na comunidade escolar. Do património de Guimarães faz parte a sua paisagem sonora, do presente e do passado, feita de sinos e tambores. Nas palavras de Hugo Castro, conseguimos quase ouvir a cidade inteira: do murmurar da rotina dos dias, da presença da Igreja, através dos sinos que vão tocando ao longo do dia, marcando o palpitar desta velha cidade até ao toque catártico dos tambores das Nicolinas. 

 

Continuando com a temática da arte sineira, mas à procura dos antigos mesteirais, Maria Adelaide Furtado faz-nos perceber como os sinos influenciavam a vivência quotidiana das populações, e como o percurso histórico desta indústria se pode mapear através da identificação dos seus artífices ao longo dos séculos.

 

Por último, o investigador Manuel Fernandes mostra-nos uma nova Veduta sobre o antigo mosteiro de Santa Marinha da Costa, num artigo repleto de curiosas nuances históricas, mas tendo sempre como mensagem subliminar a importância botânica e o património natural de toda a sua envolvente, conjugando saber e experiência dos sentidos.

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publicado às 17:55



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