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Alertas dos E-leitores: SNS vergonhoso

por JORNALdeFAFE, em 25.01.15

É com grande indignação e vergonha pelo serviço nacional de saúde português que a partir da unidade de cuidados intensivos de um hospital em Bruxelas vos relato um episódio de EXTREMA negligência médica em que a vítima, por acaso, é "só" o meu pai.
Após dar entrada nas urgências do hospital de Guimarães na terça-feira, a triagem identificou o seu problema como um possível acidente vascular transitório (AVT), teoria essa mais que compatível com os sintomas que apresentava (perda da fala acentuada, perda de visão, paralisia facial parcial, hipertensão e desorientação).

Num segundo momento foi observado por dois estagiários de medicina que o submeteram (APENAS!!) a um eletrocardiograma e após o resultado, prontamente excluíram a hipótese de um AVT, atribuindo a uma crise de stress a causa desses sintomas.

Numa terceira fase, o médico responsável por estes dois estagiários confirmou o diagnóstico, mandando o meu pai para casa com um calmante, sem qualquer prescrição médica, e ainda assegurando-lhe que o episódio sucedido em nada comprometeria a viagem de avião que ele devia fazer no dia seguinte.
O meu pai tornou a casa, com a certeza que os sintomas ainda persistentes não eram mais do que consequências de um episódio de stress isolado.
Parte para a Bélgica numa viagem de trabalho,e quando esperávamos uma chamada de rotina para confirmar a sua chegada, recebemos uma outra bem diferente na qual era perceptível que os sintomas não só persistiam como se tinham agravado.
Conclusão: o meu pai foi internado de urgência nos cuidados intensivos coronários do hospital, com a certeza de que há várias horas estava a sofrer um acidente vascular cerebral (AVC).
Hoje, passados 4 dias, continua numa cama, sem conseguir falar claramente, caminhar, escrever, raciocinar normalmente, e pior de tudo, com a incerteza da reversibilidade destes danos.
O serviço médico mostrou-se perplexo com os cuidados prestados ao meu pai em Portugal, onde no mínimo seria indispensável uma TAC e alguns dias de observação.
Continuaremos aqui, com uma única certeza: o "deixar andar" foi crucial para chegar a este ponto e o tratamento e a reabilitação serão certamente longos e incertos.
Para terminar e não me alongar ainda mais, justifico este meu relato tão pessoal para unir-me a todas as vítimas da crise do serviço de saúde em Portugal, para denunciar uma, em tantas, destas situações desumanas, garantir que lutaremos até às últimas consequências para que casos destes não se repitam e para que os "culpados" sejam devidamente sancionados.

 

Ana Pereira

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publicado às 14:02



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