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No próximo dia 21 de fevereiro, às 22h00, o Grande Auditório do Centro Cultural Vila Flor recebe, com casa cheia, o novo projeto que reúne Marcelo Camelo, Mallu Magalhães e Fred Ferreira. A dar ainda os primeiros passos já são um sucesso consagrado. A Banda do Mar traz na bagagem a inspiração dos Beatles, um travo lusitano e o calor brasileiro que pede uns chinelos de praia para palmilhar pela vida. As melodias doces e singelas, as letras pueris, o gosto pela simplicidade para descrever estados de alma aparecem aqui nas doses certas.

 

Na impressão digital da banda transparece a cumplicidade que une os músicos, a amizade que nutrem uns pelos outros, anterior às músicas, e, claro, a paixão ternurenta de Mallu e Marcelo que incendeia a curiosidade de um público sedento de romance. A Banda do Mar vem apresentar um trabalho sincero, que jorra honestidade. Juntos convertem as histórias partilhadas em canções que são retratos genuínos de todas as vidas e de tudo que cabe nelas. A sonoridade puxa para um indie rock, oriundo dos Beatles, misturando depois aquele ritmo único, intrínseco ao povo brasileiro. A isto junta-se a influência portuguesa pela mão do conceituado músico Fred, conhecido pela participação em projetos como Buraka Som Sistema ou Orelha Negra, que alimenta o disco com a sua experiência.

 

As canções dividem-se entre Marcelo e Mallu que deixam verter nos versos histórias de amor, estados de espírito, vontades e vivências com que todos nos identificamos. O casal escreve com simplicidade e franqueza, de forma tão fluída como a própria vida. É esta naturalidade, esta sensação de que música assim não se faz, antes acontece, que cativa o público. Na Banda do Mar as músicas são fotográficas, têm cores, sabores e cheiros, têm uma vida que pulsa. A paixão do casal de ouro do Brasil, a amizade antiga que faz com que Marcelo chame a Fred de irmão, a travessia transatlântica de Marcelo e Mallu para Lisboa, os jantares regados a vinho e afeto que se estendiam em conversas pela noite dentro. Foram assim as primeiras pegadas de um projeto que vive ainda a primeira infância mas que já se consuma como um sucesso maior.

 

Todos pareciam saber que um disco dos três era algo inevitável, mas a decisão de converter uma ideia em realidade não foi tomada de ânimo leve. Eles não queriam um disco que suasse a obrigação, condenado pela sina de os três partilharem profissões musicais. Eles queriam um disco simples mas sólido, onde o amor pela música andasse de mãos dadas com a cumplicidade que os une. E assim foi. É chegada a vez de Guimarães ouvir Marcelo e Mallu cantarem, com voz melosa e doce, as bonitas canções que brotaram neste mar de melodias. Sim, não vamos complicar mais. As músicas são bonitas. E é tão bom que seja tão simplesmente assim.

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publicado às 14:00



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