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Este sábado, dia 23 de janeiro, a partir da meia-noite, Jacco Gardner apresenta no palco do Café Concerto do Centro Cultural Vila Flor, em Guimarães, o seu mais recente trabalho. “Hypnophobia” traduz com brilhantismo a peculiaridade de Gardner que aqui opera num elevado estado de consciência para levar a audiência ao olho do furacão, onde tudo serena com a tempestade em volta.

 

Jacco Gardner batiza o seu mais recente trabalho de “Hypnophobia” numa alusão ao medo de dormir e dos pesadelos que o sono carrega. Com este trabalho, Gardner lança um majestoso e vibrante feitiço psicadélico que vai hipnotizar o público levando-o ao limite, onde a realidade e o sonho se encontram.

 

“O título Hypnophobia surgiu quando estava prestes a adormecer, mas parte do meu cérebro não conseguia desligar”, explica Gardner. “Sempre tive dificuldade em desligar-me da realidade, apesar de preferir o mundo dos meus sonhos… Hypnophobia vem de um lugar onde os medos, a escuridão e a criatividade colidem, como um assustador sonho lúcido. Temer a perda de controlo, definitivamente, tem um papel importante aqui.” Mas calma porque se há coisa que não se perde aqui é o controlo. Gardner atua de forma meticulosa e nenhum som integra este trabalho por mero acaso. Nota-se a cada acorde a exaustão implícita no processo criativo.

 

Capturando um verdadeiro sentido exploratório, “Hypnophobia” combina a paixão de Gardner pelas viagens com o encanto pela sonoridade de instrumentos vintage. Mas é importante que não confundamos Gardner com o revivalismo retro. Ele é um aficionado das novas tecnologias, às quais recorre para criar os universos paralelos que nos oferece a cada concerto. “É maravilhoso viver neste tempo em que podemos ver o passado tão claramente, através da Internet e de todos os diferentes media. Com o passado a revisitar constantemente o presente, temos o luxo de fazer exatamente o que quisermos com ele e moldar o futuro", explica o músico.

Com “Hypnophobia” espera-nos uma exibição estonteante de luxúria instrumental, psicadelismo puro que rasga o ar e letras magistrais que, no seu todo, nos libertam a imaginação até ao tutano de uma infância já longínqua. Desde que revelou o seu “Cabinet of Curiosities”, em 2013, críticos e fãs foram arrastados para o reino fantástico de Jacco Gardner. Depois de tocar pelo mundo fora com vários projetos, Gardner afinou e refrescou a sua sonoridade inebriante com uma meticulosa precisão que culmina neste trabalho.

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publicado às 13:30



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