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No próximo sábado, dia 16 de maio, às 22h00, o Pequeno Auditório do Centro Cultural Vila Flor, em Guimarães, recebe no seu palco a criação conjunta de Jacinto Lucas Pires e da bailarina e atriz francesa Alma Palacios. “Libretto” é uma mistura de várias linguagens como a escrita, a dança, a canção, o cenário e a luz, e uma metáfora que nos obriga a refletir sobre os nossos dias.

O espetáculo desenrola-se em torno do conceito de tradução, numa história onde se cruzam questões pessoais e de poder, de autoria, de linguagem. Aqui joga-se com a tradução das línguas, mas também a tradução de géneros e formato (como em teatro/cinema, ou texto/música). Levanta-se também a questão do intraduzível. A ausência de tradução pode conduzir a um mal-entendido que pode também ser o começo de algo novo, o caminho para a invenção. Jacinto Lucas Pires explica que “é um espetáculo que fala da questão da tradução, tanto da tradução de línguas, como de linguagens, que põe em choque a palavra e o movimento, e em que o não traduzível reside na força criadora”.

 

Em palco, o escritor irá contar uma história que ganhará vida com a interpretação da bailarina, coreógrafa e atriz Alma Palacios. Contudo, com o desenrolar do espetáculo, a personagem emancipa-se, acabando por controlar a história que é também o seu destino. “Num sentido metafórico [a peça] tem muito a ver com o destino da Europa", uma vez que "autor e personagem surgem quase em formato de luta de classes”, conclui o escritor.

 

“Libretto” remete ainda para a questão da identidade europeia, os destinos do velho continente e a luta de classes, que ressurge de forma tão vivaz em pleno século XXI. A peça surge numa altura em que o debate sobre o projeto europeu está mais aceso do que nunca, num momento em que se vivem tempos de incertezas, de descrença e afastamento de um projeto que um dia foi uma utopia. A peça reclama uma urgência em olharmos para a Europa num sentido positivo, em que se faça jus à frase de Umberto Eco, quando este diz que “a língua da Europa é a tradução.”.

 

Café Concerto do CCVF recebe a promissora artista islandesa Ólöf Arnalds

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No dia 15 de maio, a partir da meia-noite, o Café Concerto do Centro Cultural Vila Flor recebe Ólöf Arnalds, artista que chega a Guimarães vinda da longínqua e gélida Islândia. A cantora e multinstrumentista prima pela originalidade e a sua voz única é o carimbo de uma personalidade que emana uma aura que cativa e intriga. Björk refere-se a ela como alguém que tem em si a inocência da infância, mas também a profundidade de uma alma antiga. As suas músicas são delicadas mas sensuais, crivadas de um travo místico tão próprio dos horizontes nórdicos. Ólöf canta músicas magistrais, com uma melodia bela mas também dramática. Graciosa, poética e intensa. A anteceder a atuação de Ólöf Arnalds, o Café Concerto do CCVF recebe “La Familia del Árbol”, duo folk pop espanhol.

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publicado às 22:28



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