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O fafense Francisco Marinho será reeleito no próximo dia 5 de outubro membro do Conselho de Arbitragem da Federação Portuguesa de Ciclismo (FPC) na lista apresentada a sufrágio, com o apoio dos delegados da Associação de Ciclismo do Minho, pelo atual Presidente da FPC, Delmino Pereira.

Natural de Fafe e filho da velha glória do ciclismo nacional Francisco Costa Pereira Marinho, Francisco Orlando Marinho, de 52 anos, é um dos cinco elementos propostos pela Associação de Ciclismo do Minho para integrarem a candidatura de Delmino Pereira, a única apresentada às eleições.

O Minho contará com um total de cinco elementos nos Conselhos de Justiça, Fiscal e de Arbitragem na única lista apresentada a sufrágio, estando ainda prevista a inclusão de um minhoto na Comissão de Reforma da Arbitragem. Paulo Osório, Ângela Oliveira e Rui Barreira são os candidatos do Minho para o Conselho de Justiça do órgão máximo do ciclismo nacional, enquanto Manuel José de Almeida Oliveira é candidato a integrar o Conselho Fiscal. Além do fafense Francisco Marinho no Conselho Nacional de Arbitragem, está também previsto que o vimaranense José Luís Ribeiro, Presidente da Associação de Ciclismo do Minho, integre a Comissão de Reforma da Arbitragem uma área que a ACM tem vindo a considerar de vital importância a par do ciclismo regional, formação, doping, ciclismo profissional e dirigentes desportivos voluntários.

Recorde-se que Francisco Marinho, Vice-Presidente Honorário da Associação de Ciclismo do Minho, desempenhou durante muitos anos cargos diretivos na ACM tendo também assumido posições de charneira no contexto da arbitragem e desempenhado funções de Comissário em provas de âmbito internacional, nacional e regional de todas as vertentes de ciclismo (estrada e BTT) com prestações de qualidade e mérito reconhecido.

Refira-se que Fafe tem sido considerado um importante pólo de desenvolvimento do ciclismo onde, de acordo com a ACM, “se encontra sempre, em especial por parte da autarquia, cooperação e sensibilidade para colaborar na implementação de vários projetos da modalidade”, razão pela qual a associação minhota deliberou em 2015 atribuir à autarquia fafense o título de sócia honorária. A distinção pretendeu, além do reconhecimento à Câmara Municipal de Fafe pelo “contributo para o desenvolvimento do ciclismo e para a promoção da prática desportiva”,  homenagear todos os fafenses pela forma hospitaleira como acolhem o ciclismo e pelo apoio, carinho e dedicação à modalidade”. A par disso, a ACM distinguiu anteriormente os fafenses José Martins (ex-ciclista, sócio honorário), Francisco Costa Pereira Marinho (sócio honorário), Manuel Fernandes Castro (Presidente Honorário), Jorge Gonçalves (Presidente Honorário) e Francisco Orlando da Costa Marinho (Vice-Presidente Honorário).

Ainda relativamente às eleições para a FPC, a Direção da Associação de Ciclismo do Minho considera que "qualquer um dos candidatos do Minho dá garantias de - com independência e em fidelidade a princípios e valores que reputamos como essenciais - ser uma mais valia no seio dos órgãos sociais da Federação Portuguesa de Ciclismo".

Com o apoio dos delegados do Minho, Delmino Pereira apresentou a recandidatura a presidente da Federação Portuguesa de Ciclismo. “O novo ciclo obriga-nos a trabalhar ainda mais e melhor”, referiu o dirigentes elencando algumas prioridades do novo mandato. "Estamos com uma crise de dirigentes desportivos. Vamos alavancar este problema defendendo a importância dos dirigentes junto do Governo. Iremos iniciar uma defesa do estatuto de dirigente desportivo", indicou.

O segundo eixo passa pelo desenvolvimento da prática desportiva e da arbitragem e formação, com o objetivo de aumentar a qualidade da prática do ciclismo de formação.  "As seleções nacionais têm vindo a ter uma afirmação interessante. Temos uma postura mundial que nos estimula a fazer mais. O nosso objetivo é criar um centro de treinos e de avaliações de atletas federados no Centro de Alto Rendimento de Anadia, com uma equipa composta por vários especialistas que detetem os atletas ainda mais cedo. É aqui que se vai trabalhar o futuro da seleção", referiu sobre o terceiro vértice.  Delmino Pereira referiu ainda que haverá uma renovação a nível da imagem e uma intensificação da participação em provas internacionais juniores e sub-23.

O último dos quatro eixos será a iniciativa 'O Ciclismo vai à Escola', um projeto especial que procura responder à realidade nacional. "Temos consciência do elevado número de jovens que não sabe andar de bicicleta e vamos levar o ciclismo à escola", completou Delmino Pereira, que quer também continuar o projeto Cyclin'Portugal, de ativação do turismo em bicicleta.

O recandidato a presidente da FPC destacou que houve um reforço com a entrada de três diretores para a área desportiva, incluindo o ciclista Sérgio Sousa, e um novo diretor para as escolas de ciclismo.

Delmino Pereira assumiu ainda que é urgente estabilizar o ciclismo português e acabar com o clima de suspeição que paira sobre o pelotão nacional. "Vai mesmo ter de acontecer no próximo mandato. Conseguir o rumo certo para a modalidade, com a determinação de políticas que irão contribuir para realinhar o ciclismo português", concluiu.

Como vice-presidentes, Delmino Pereira terá José Calado, que acumulará a função com a de diretor desportivo, e Sandro Araújo, diretor financeiro, com Artur Lopes, antigo presidente da FPC e vice-presidente da União Ciclista Internacional, a presidir à Assembleia-Geral.

Recorde-se que o Minho aumentou recentemente a representação na Assembleia Geral da Federação Portuguesa de Ciclismo (FPC) ao eleger treze delegados (18,30% do total dos delegados representantes de todo o universo da FPC) no que é considerada uma demonstração de grande vitalidade do ciclismo na região e que reconfirma a Associação de Ciclismo do Minho como a maior associação regional de ciclismo do País.

A Direção da Associação de Ciclismo do Minho e os delegados da região eleitos para a Assembleia-Geral da FPC promoveram previamente uma reflexão sobre algumas questões que entendem dever merecer especial atenção no mandato da próxima Direção da FPC, tendo posteriormente reunido com Delmino Pereira, recandidato a um novo mandato federativo.

Temas como o ciclismo regional, arbitragem, formação, doping, ciclismo profissional e dirigentes desportivos voluntários, entre outros, têm merecido especial atenção por parte dos minhotos que reclamam um conjunto de medidas e ações.

Lembrando que “não haverá ciclismo profissional nem “Volta a Portugal” sem uma aposta clara no ciclismo regional”, a Direção da ACM exige um reforço dos apoios ao ciclismo regional, fundamentalmente por via da exigência de um maior apoio Estatal à modalidade, fazendo notar que “não é justo nem é possível o ciclismo ser considerado pelo IPDJ a primeira modalidade nacional em termos de desenvolvimento desportivo mas ser a décima primeira modalidade em termos de financiamento público”.

Em simultâneo, a Direção da ACM considera que “o nível de exigência e de qualidade organizativa das atividades de ciclismo não é compatível com as fragilidades evidenciadas pela atual modelo de arbitragem, tão pouco com as metodologias preconizadas pelo Conselho de Arbitragem da FPC que, amiúdes vezes, tende a transformar-se num “sindicato” dos árbitros e não num órgão que pugna pelos interesses do desenvolvimento do ciclismo, regional e nacional”.

No âmbito da formação, “prosseguir o esforço de contribuir para a melhoria do ciclismo, desenvolvendo iniciativas e ações - envolvendo todos os agentes desportivos e os próprios encarregados de educação - que promovam a prática do ciclismo em obediência aos princípios da ética, do espírito e da verdade desportiva é outra reivindicação da ACM que reclama também a implementação de medidas pela FPC e a defesa junto das entidades governamentais de ações e medidas que visem o incentivo e valorização do trabalho dos dirigentes desportivos voluntários. “Não é justo nem é possível os dirigentes desportivos voluntários continuarem sem incentivos e sem a valorização do seu trabalho, do seu esforço e da sua dedicação”, faz notar a Direção da ACM.

A Direção da Associação de Ciclismo do Minho continua também a defender a instauração pela FPC de processos judiciais contra os prevaricadores em matéria de dopagem, reclamando indemnizações pelos prejuízos causados à modalidade. Recorde-se que a Associação de Ciclismo do Minho tem assumido uma atitude de “tolerância zero” em relação ao doping, tendo lançado, em 2009, o Jogo limpo - manifesto pela ética desportiva (um compromisso público em defesa da ética desportiva e contra o doping) e proposto em Assembleia Geral da FPC ações judiciais contra os prevaricadores visando o ressarcimento pelos prejuízos e danos causados à modalidade. Além do acolhimento positivo por parte da Direção da FPC, a sugestão minhota recolheu também o apoio unânime de todas as associações regionais de ciclismo do País.

Argumentando que “vários indicadores têm vindo a evidenciar fragilidades do ciclismo profissional português, sendo notório o seu gradual definhamento”, a Direção da ACM considera que “a par de outros fatores, problemas ao nível da sustentabilidade do ciclismo profissional, das dificuldades das equipas e dos organizadores de provas desportivas, da precariedade no emprego e das perspetivas de carreira e de pós-carreira, entre outros, são problemas que não podem deixar de ser encarados”. Nesse sentido, a Direção da ACM exige que, “com a brevidade que a atual situação aconselha, seja promovida uma reflexão que diagnostique mas, fundamentalmente, aponte soluções e caminhos e estabeleça situações de compromisso entre os intervenientes, promovendo-se a realização de reuniões sectoriais e conjuntas com todos os agentes do ciclismo profissional”.

Lembre-se que na recente eleição dos representantes dos clubes da região do Minho (que são atualmente 128) foram eleitos para a Assembleia Geral da FPC José Luís Ribeiro, Jorge Gonçalves, Armando Sousa, Francisco Marinho, Joaquim Mendes e Carlos André Traquino. Orlando Teixeira Alves e Paulo Gonçalves Soares, apesar de se encontrarem na condição de suplentes, assumem funções por força da inerência de José Luís Ribeiro (enquanto Presidente da Direção da ACM) e pelo facto de Francisco Marinho integrar o Conselho de Arbitragem da FPC.

Os ciclistas minhotos José Mendes e Tiago Machado foram eleitos representantes dos ciclistas profissionais, enquanto Ana Rita Vale dos ciclistas de BTT amadores, Álvaro Elói Silva e Paulo Jorge Teixeira dos ciclistas de outras vertentes e António Antunes dos treinadores (nível 1).

 

 

Composição da Lista A

Presidente da UVP-FPC: Delmino Albano Magalhães Pereira

 

Direção

Presidente: Delmino Albano Magalhães Pereira

Vice-Presidente: José Diogo Calado

Vice-Presidente: Sandro Daniel dos Santos Gonçalves Araújo

Diretor: Rafael Martins Fernandes

Diretor: Luís Nuno Canelas Guégués

Diretor: Duarte Nuno Pereira Marques

Diretor: Sérgio Ferreira de Sousa

Diretor: João Paulo Tomás Pina

Diretor: Paulo José Gomes Belo

 

Mesa da Assembleia Geral

Presidente: Artur Manuel Moreira Lopes

Vice-Presidente: Leonel Miranda

Secretário: José Henrique Silva Carlos Soares

 

Conselho Fiscal

Presidente: Luís Filipe Caleia Rodrigues

Vogal: Manuel José de Almeida Oliveira

Vogal: Vítor José de Sousa Cabrita

Suplente: Manuel Albertino Machado de Almeida

 

Conselho de Disciplina

Presidente: José Maria Cabral Arrais de Melo e Castro

Vogal: Hugo Filipe da Silva Henriques Dias

Vogal: André Gaspar Martins

 

Conselho de Justiça

Presidente: Paulo Jorge Osório Mendes

Vogal: Ângela Ivone Rodrigues Oliveira

Vogal: Rui Miguel Meira Barreira

 

Conselho de Arbitragem

Presidente: Francisco Manuel Costa Fernandes

Vogal: Vasco Gonçalves Oliveira Santos

Vogal: João dos Santos Lourenço

Vogal: Francisco Orlando Marinho

Vogal: Jorge Manuel Vassalo Oliveira

Suplente: Carlos Lopes Guimarães

Suplente: Alberto Manuel Dias Mestre

 

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