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Os Festivais Gil Vicente, em Guimarães, avançam para a segunda semana. Depois de passarem pelos palcos do Festival os espetáculos “I Don´t Belong Here” de Dinarte Branco e Nuno Costa Santos, “Orlando” de Sandra Carinhas e Victor Hugo Pontes, e “Círculo de Transformação em Espelho” do Teatro Oficina, os Festivais Gil Vicente avançam para mais três dias de teatro. Esta quinta-feira, dia 11, Tonan Quito e Pedro Gil apresentam “Fausta”, na noite seguinte é a vez de Mickäel de Oliveira e Nuno M Cardoso trazerem “Oslo – fuck them all and everything will be wonderful” e, no sábado, os Festivais Gil Vicente encerram com “António e Cleópatra” de Tiago Rodrigues.

 

Os Festivais Gil Vicente ainda vão a meio e para a segunda semana de Festival ainda estão reservados três grandes espetáculos. Esta quinta-feira, às 22h00, no palco do Grande Auditório do Centro Cultural Vila Flor, Tonan Quito e Pedro Gil apresentam “Fausta”, que parte do romance “O Banquete”, de Patrícia Portela. Aqui, os atores autopsiam uma mulher que narra a sua vida depois de morta. A partir de uma seleção do livro, pretende-se reescrever a história de uma Fausta e das suas trocas diárias de almas. O público reúne-se para ouvir uma mulher que narra a sua vida depois de morta na voz de dois homens. Após o espetáculo, Tonan Quito e Pedro Gil sentam-se com a audiência para conversarem sobre o processo de criação da peça previamente apresentada.

 

Na sexta-feira, também às 22h00, mas desta vez na Black Box da Plataforma das Artes e da Criatividade, sobe ao palco “Oslo – fuck them all and everything will be wonderful”, o segundo projeto de parceria entre o dramaturgo Mickaël de Oliveira e o encenador Nuno M Cardoso. “Oslo” é uma reescrita de “O Que é Teu Entregou aos Mortais”, texto com que Mickaël de Oliveira venceu o prémio Nova Dramaturgia Maria Matos 2006. É uma peça sobre “tudo” o que não retrata: a relação entre uma mãe (Mónica Calle) de cuidados obsessivos e a sua filha, cujo estado é enigmático. Ambas vivem numa casa, longe da cidade, visitada por várias pessoas, uma amiga da família (Raquel Castro) e quatro homens (todos representados por Albano Jerónimo) com funções distintas. Todos tentam satisfazer as vontades da casa. O espetáculo é sobre o que escapa ao retrato: uma tentativa de viver sem a perda.

 

Os Festivais Gil Vicente terminam este sábado, às 22h00, no Pequeno Auditório do Centro Cultural Vila Flor, com “António e Cleópatra”, de Tiago Rodrigues. Este “António e Cleópatra”não é a peça de William Shakespeare. É uma peça original, escrita e dirigida por Tiago Rodrigues, e interpretada pela dupla de coreógrafos Sofia Dias e Vítor Roriz. “António e Cleópatra”, tragédia de Shakespeare, é um inventário de dicotomias: oriente e ocidente; razão e sentimento; masculino e feminino; política e sexo; guerra e amor; trabalho e ócio; tragédia e comédia. Em confronto, em paralelo, em complementaridade ou simbiose, cada ingrediente desta peça encontra sempre o seu par ou o seu reverso. À semelhança da dupla que dá nome à obra. Fascinado por esta ideia de dupla, Tiago Rodrigues reduziu o elenco faraónico de Shakespeare a dois intérpretes: Sofia Dias e Vítor Roriz que são, e não são, António e Cleópatra. São o António a ver o mundo pelos olhos da Cleópatra. E vice-versa. Sempre vice-versa. Vice-versa como regra do amor. Vice-versa como regra do teatro.

 

No âmbito das atividades paralelas dos Festivais Gil Vicente, o Centro Cultural Vila Flor também acolhe este sábado, às 19h00, um Debate sobre Teatro Contemporâneo: a nova geração, sua formação e locais de apresentação. A importância da formação, a relação entre teatro profissional e as escolas de artes e ainda as pontes de colaboração entre os diversos agentes do meio teatral para estruturação do caminho futuro, serão pontos em discussão numa conversa aberta à participação da plateia. O debate terá lugar no Café Concerto do CCVF e contará com a participação de Tiago Porteiro, Marcos Barbosa e Mickaël de Oliveira.

 

Os Festivais Gil Vicente contam este ano a sua 28ª edição ininterrupta e o cartaz celebra a melhor produção teatral a nível nacional. Um elenco que nos impele a olhar sobre a sociedade atual e por inerência sobre nós próprios, quer a partir da utilização de textos históricos e portanto já existentes, mas portadores uma certa visão intemporal do mundo, quer pela tentativa de produção de novas dramaturgias resultantes de trajetos de vida que nos transmitem ensinamentos importantes a descodificar, sobretudo neste tempo de acentuada mudança permanente.

 

Os bilhetes para os espetáculos têm um custo de 7,50 eur / 5,00 eur com desconto, podendo ser adquiridos no Centro Cultural Vila Flor, Plataforma das Artes e da Criatividade, Lojas Fnac, El Corte Inglés, Worten, entidades aderentes da Bilheteira Online, e via online em www.ccvf.pt eoficina.bilheteiraonline.pt.

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