Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]



image002.jpg

Este sábado, 11 de julho, às 22h00, o Grande Auditório do Centro Cultural Vila Flor, em Guimarães, é palco para um espetáculo que desconstrói o próprio circo, para a seguir o construir novamente numa soma mágica a que se junta a dança, o teatro e a música. Aqui, fundem-se as visões de duas companhias. A companhia de novo circo Radar 360º junta-se a Clara Andermatt para fazer nascer um espetáculo que pretende abalar os alicerces da perceção, fazendo o público espreitar com curiosidade para o universo infinito da fantasia e da ilusão.

 

A peça encontra inspiração no livro “As Portas da Perceção” de Aldous Huxley que, movido a LSD e mescalina, viu abrir diante de si novos mundos até aqui fechados pelos filtros que a própria mente constrói para se defender da infinidade de impressões a que estamos sujeitos, tornando conceitos como o espaço e o tempo irrelevantes. Aqui, explora-se o avesso da história. A subversão da própria realidade será, então, tão real como o mundo que surge perante os nossos olhos. O esforço será tentar explicar o inexplicável e fazer dele tão lógico como todo o resto. Temos perante nós algo “completamente fora do âmbito da razão e do óbvio”, como explica Clara Andermatt, mas isso terá, contudo, exatamente a mesma validade daquilo que entendemos como coerente.

 

Assim começa a desenhar-se este delicioso espetáculo que levará o público para uma viagem sem se sair do lugar, uma viagem que acontece dentro de cada um, mas sempre a olhar para fora. António Oliveira, um dos diretores da Radar 360º, explica: “Se havia alguma coisa em particular que nos interessava nesta fase era um trabalho de desconstrução da linguagem do circo em paralelo com um investimento na composição coreográfica e na criação de objetos que são mais orgânicos do que mecânicos. Ao mesmo tempo, queríamos encontrar um novo olhar sobre as matérias e os materiais do circo – um olhar que a Clara, com o seu percurso transdisciplinar na dança, no teatro e na música, podia acrescentar às artes do circo.”.

 

“Novo-Velho Circo” é um espetáculo multidisciplinar, com alicerces nas técnicas circenses e na dança contemporânea. Ao longo de milénios de evolução, os  nossos cérebros aprenderam a marginalizar as perceções e os estímulos aparentemente desnecessários à sobrevivência, uma aprendizagem feita sob o estigma da Razão, responsável pelo sacrifício da faculdade de nos maravilharmos. O circo abre portas à fantasia e à ilusão. Ele exige de nós essa sensibilidade humana que permite a suspensão do que é lógico e credível, para libertar a imaginação e o encantamento. Neste espetáculo, o objetivo é brincar com a perceção, subverter as estruturas da racionalidade e libertar o espetador das cadeias do “princípio da realidade”.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 19:57



Like box


Mais sobre mim

foto do autor




calendário

Julho 2015

D S T Q Q S S
1234
567891011
12131415161718
19202122232425
262728293031

Arquivo

  1. 2019
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2018
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2017
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2016
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2015
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2014
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D