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Suspenso padre de Fafe suspeito de abusos sexuais

Renascença

 

O padre de Santa Eulália, em Fafe, suspeito de abusos sexuais foi suspenso. A Arquidiocese de Braga confirma estar a colaborar com a justiça para esclarecer o caso, que foi denunciado às autoridades pelo Bispo do Porto.

“Por razões de prudência pastoral, de serenidade na investigação e até que todas as dúvidas se dissipem, a arquidiocese ordenou [ao padre em questão] a suspensão da actividade pastoral que vinha exercendo em favor da comunidade de Sta. Eulália de Fafe e não deixará de colaborar com as instâncias judiciais”, lê-se num comunicado divulgado esta quinta-feira.

O mesmo texto lembra que em 2008, quando o padre Abel Maia, que pertence à Congregação dos Dehonianos, se mostrou disponível para trabalhar na arquidiocese, “nenhuma referência negativa foi levantada quanto à sua idoneidade e/ou moralidade”.

As acusações de abuso sexual de menores são rejeitadas pelo sacerdote que as considera “caluniosas”, tendo já recorrido “aos préstimos de um advogado e tem em curso causa judicial contra quem (segundo ele, injustamente) o acusa”.

Carta do ex-padre de Canelas
Este caso de suspeitas de pedofilia foi denunciado às autoridades pelo Bispo do Porto, que teve conhecimento por uma carta que recebeu, em Setembro, do anterior pároco de Canelas, Gaia. Na missiva, o padre Roberto Sousa ameaçava que, se fosse afastado da paróquia, traria a público um caso de alegado abuso por parte de um sacerdote de Fafe, uma situação já com 11 anos.

D. António Francisco dos Santos, considerando tratar-se de uma situação grave, informou de imediato o Departamento de Investigação e Acção Penal do Porto, lamentando que não tenha sido o sacerdote a fazê-lo, se dele tinha conhecimento. O Bispo comunicou ao padre Roberto que não aceitava ser chantageado e acelerou o processo da sua substituição na paróquia de Canelas, que se concretizou a 2 de Novembro.

Esta situação não agradou à população da freguesia, que todos os domingos tem protestado, obrigando a que o novo padre ali colocado tenha de ser escoltado pela GNR no fim de cada missa. Um comportamento que a Diocese do Porto condena, por colocar em causa “a vida cristã das pessoas, a unidade da Igreja e a paz social”.

O Conselho Presbiteral do Porto emitiu um comunicado, esta quinta-feira, onde manifesta total solidariedade para com o Bispo na decisão que tomou em relação a Canelas. O texto sublinha a forma pacífica como o processo de nomeações decorreu em dezenas de paróquias da diocese “que se despediram de párocos que cessaram funções e acolheram com abertura e sentido de Igreja os novos pastores que o Bispo Diocesano lhes enviou”.

O conselho manifesta-se ainda solidário com o novo padre que foi colocado em Canelas e pede ao que saiu que “faça tudo o que está ao seu alcance no sentido de se restabelecer a paz e a normalidade” da paróquia.

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publicado às 18:22



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