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Este sábado, 17 de janeiro, às 22h00, a Black Box da Plataforma das Artes e da Criatividade, em Guimarães, acolhe um concerto de Joana Gama e Luís Fernandes que resulta da parceria entre ambos, “Quest”, cujo CD foi editado em junho de 2014 pela Shhpuma. Piano e eletrónica juntam-se para criar um novo universo de sons que convidam a uma viagem. Para ouvir, sentir e deixar-se levar.

 

“Quest” é um projeto da pianista Joana Gama e Luís Fernandes, conhecido por trabalhos como peixe:avião e Astroboy. Dois músicos com um percurso bem-sucedido nas áreas da música erudita e da música eletrónica, respetivamente. O fascínio pelo cruzamento de universos levou-os a um projeto autoral em que o piano é o elemento central para manipulações e subversões da eletrónica. “Quest”, cujo CD foi editado em junho de 2014 pela Shhpuma, resulta num objeto sonoro algures entre a exploração e o encanto.

 

Quem ouve irá ficar simultaneamente perdido e embalado pelos acordes belos e clássicos que o piano nos oferece e que depois são idilicamente desvirtuados pela mestria de Luís Fernandes, que se debruça sobre a mesa de mistura como quem faz cortes cirúrgicos em algo que, sendo já belo, é passível de ser transformado, deturpado, mantendo a beleza mas de uma outra forma.

 

“Quest” é uma viagem de puro prazer, a roçar o encantamento, umas vezes mais sombrio, outras vezes mais delicado. Há cenários oníricos mas há também uma busca arrojada pelo limite mas sempre num processo orgânico e intuitivo. Tudo aqui aparece de forma quase perfeita, na quantidade certa, como se tivesse sido fácil alcançar o ruído esculpido no silêncio.

 

Não se distingue o início do fim desta demanda, apenas se sente o ímpeto de ser conduzido pelas imagens que se vão construindo, pelas emoções que vão sendo aguçadas. Tudo é fluído nestes dois mundos que criam um novo para nosso deleite, para apreciar a leve beleza das coisas. “Quest” convida a um passeio por paisagens sonoras. No fim, um sentimento de plenitude pela aventura experimentada e o desejo de repetir a viagem.

 

Os dois músicos não se conheciam até se unirem neste desafio, mas ninguém o diria, tal a cumplicidade na criação que culmina numa sinestesia perfeita que explora os limites da música, essa linguagem universal que nunca se esgota na sua própria reinvenção. O nome com que batizaram este trabalho não podia ser mais adequado. Podia ser a banda sonora perfeita para um filme… ou para a vida.

 

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publicado às 14:07



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