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Investigadores da academia minhota trazem uma nova abordagem química para o combate a doenças cancerígenas

 

Investigadores do grupo de investigação 3B’s da Universidade do Minho, da Universidade de Strathclyde (Reino Unido) e da City University of New York (EUA), publicaram no prestigiado “Journal of the American Chemical” um estudo sobre o desenvolvimento de um composto anfifílico simples, baseado em glucose fosfatada, capaz de se auto-organizar em fibras após a remoção do grupo fosfato. Esta remoção pode ser catalisada por enzimas, nomeadamente a fosfatase alcalina, que se encontram sobre-expressas na membrana de determinadas células cancerígenas do osso (como a osteossarcoma).

 

O grupo de investigadores conseguiu provar que a mais elevada atividade enzimática observada nas células cancerígenas pode ser utilizada para que uma rede de fibras se acumulem à sua volta, não permitindo a sua movimentação e troca de nutrientes, levando à morte celular. Foi também provada a seletividade na morte celular: enquanto menos de 20% das células cancerígenas do osso sobrevivem às primeiras sete horas de tratamento, as células que não sobre-expressam a enzima fosfatase alcalina não são afetadas da mesma forma, ocorrendo uma sobrevivência superior a 80% durante o mesmo período de tratamento.

 

O trabalho prova que é possível desenvolver compostos químicos simples que apresentam a capacidade de responder a estímulos biológicos, como por exemplo a atividade enzimática. A maior atividade de determinadas enzimas observadas em diferentes quadros patológicos pode ser utilizada como uma via para atingir seletivamente essas células.

 

O tema foi também noticiado em publicações especializadas como "Chemical and Engineering News", "Biocentury Innovations" e "IFLScience".

 

Sobre o projeto POLARIS

 

Este trabalho foi executado no âmbito do projeto europeu POLARIS - “Unlocking the research potential of the 3B’s Group in the Nanomedicine field to strengthen its competitive position at the European level”, financiado a 100% pela Comissão Europeia no âmbito do 7º Programa Quadro e coordenado pelo professor Rui L. Reis, da UMinho. O projeto visa potenciar a investigação do Grupo 3B’s na área da nanomedicina, nomeadamente na auto-organização molecular e nanofabricação, modificação e caracterização de materiais à nanoescala, de forma a desenvolver novas estratégias terapêuticas e regenerativas aplicáveis na biomédica.

 

O POLARIS tem um orçamento global de 3.15 milhões de euros, totalmente atribuído ao Grupo 3B’s – Biomateriais, Biomiméticos e Biodegradáveis, membro do laboratório associado ICVS/3B’s da UMinho. O projeto inclui a colaboração de cinco instituições de renome na nanomedicina, nomeadamente o Max Planck Institute for Intelligent Systems (Alemanha), a Chalmers University (Suécia), a University of StrathClyde (Escócia), a University College Dublin (Irlanda) e a New York City University (EUA).

 

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publicado às 13:20



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